Índios

Salgueiro 150215 009 CF indios rostos cut

Soa à toa

Ecos recorrentes de pungentes lamentos.

Atento aos murmúrios da floresta?

Choram a dor de perdas permanentes,

insurgentes resíduos recicláveis.

Macerados a cada avanço,

triturados ao som de cantos, dons e saberes.

A mata reclama a presença de seus protetores.

Os Deuses não estão por perto.

Quem pode ajudar?

Persiste a batalha interminável.

Cobiça, (in)justiça, realidade.

Soa à toa,

Vem garimpo, passa boiada,

Trator e corrente.

Ninguém escuta a pergunta.

Resposta vazia.

Soa à toa.

No tranco, na luta, caem os guardiões.

Gritos estrangulados.

Não sobrou ninguém.

Índios?

Eu, heim?

Vagabinha compridinha de Valéria del Cueto, para a série Parador Cuiabano

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.