Clovito voa…

A gente parte.

Um pouco a cada ida.

A gente fica.

Mosaicos de cacos rejuntados.

Toscamente.

Como dá.

Vagabinha entristecida de Valéria del Cueto


Tinha umas imagens de Clovis Irigaray pintando uma tela de e para Beto Dock.

Perdi, não sei como, essa fita. A última notícia que tive dela, por Eduardo Alexandre Ricci , é que Eduardo Ferreira tinha levado por engano da produtora…

Gravei o material na véspera de uma das festas maravilhosas promovidas pelo então colunista e agitador social. Enquanto Clovito pintava na casa da querida Norma Dock, ao lado da Escola Técnica, caiu uma tempestade daquelas com direito a raios e trovões.

E lá, Clovito incorporado, transformando a tela conforme a chuvarada aumentava ao ritmo das forças da natureza. Os registros eram muito lindos. E fortes.

Tão interessantes que já tinha resolvido montar a cena de trás pra frente. Para terminar num branco virginal.

Antes de editar o vídeo (o que nunca aconteceu devido ao desaparecimento da matriz) expliquei a ideia para Clovito e perguntei ao artista que música ele gostaria de ter para embalar sua catarse. Ele pediu essa composição, a Lenda da Sereia, samba enredo do Império Serrano do carnaval de 1976, de Vicente Mattos, Dinoel e Arlindo Velloso, cantado por Marisa Monte. Sem as imagens perdidas, fica a trilha sonora…

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