Balança do tempo

Balança do tempo 

Texto e fotos de Valéria del Cueto

Bora lá que está enrolado fazer esse texto. De vez em quando é assim. Algumas vezes falta assunto. Mas, no caso, o problema é outro. Excesso de possibilidades. A coisa se complica quando houve uma promessa de ir numa linha e a vida te leva para outro lado.

Esquece a política bombada e reverberada na véspera da eleição. Em que o tudo ou nada vira um vale tudo insuportável de estratégias, abordagens e ataques milagrosos prometendo garantir o resultado que, nessas alturas do campeonato, ninguém pode prever.

Nada de comentar as escolhas dos sambas enredos, especialmente a da Mangueira e o reencontro com ritmistas e a diretoria da bateria. Primeiro, no sábado da última eliminatória. Depois, no ensaio das composições que chegaram a semifinal e o cantor oficial da verde e rosa, Marquinho Art’Samba. Fotos, muitas fotos e alguns vídeos(zinhos) que farão a alegria de quem gosta de estudar o ritmo, suas bossas e viradas. Sai de mim, tentação!

Prometi e vou cumprir! Sigo passeando por Mato Grosso do Sul, procurando assuntos e imagens que interessem a você, leitor querido. E lembro que estamos só no início da jornada…

Falemos de mala. E de como sobreviver em uma viagem de menos de um mês com alterações de temperatura inimagináveis. De 01 (zero um) a 40 (quarenta) graus, rolou de tudo. Inclusive um vento constante para diminuir ainda mais a sensação térmica. Quanto mais para o sul, mais baixa a temperatura.

Ponta Porã foi recorde. E, no dia mais frio, para coroar fui para uma chácara fora da cidade. Com um nevoeiro clássico proporcionando uma imagem representativa do alcance visual da tarde da visita. Registrei da frente da casa, um pouco além da varanda. Foi o máximo que consegui chegar. Voltei correndo pro pé do fogão a lenha que aquecia a sopa deliciosa feita por Anapaula Pissini. Querem fotos da delícia? Leiam a crônica anterior, “Medidas compensatórias”. Ela explica por que não tem. Sopa, gente! Esfria…

Deu pra sentir o guarda-roupa necessário para enfrentar essa “friaca”? Sobre pele, camisa de malha, camisa de flanela, blusão quentão com capuz e cachecol enrolado por dentro. Meias, jeans e botas de cano longo. Bota na mala.

Pensar que uma semana antes ainda em Campo Grande e morrendo de vontade de sentir o ar campeiro, desembarquei direto na Acrissul, para ver uns exercícios da Escola de Equitação Montana. Um fim de tarde dedicado a afinar o olhar mirando nos alunos que treinavam movimentos com seus animais, sob as orientações de Camila e muitos tererés para refrescar o calor que fazia na capital de Mato Grosso do Sul. Para quem saiu do Rio em busca de temperaturas amenas. Errei feio…

Dias depois fui conhecer a Fazenda Santa Anita, perto de Campo Grande, em busca do cenário perfeito para a gravação das imagens do DVD da dupla “Maria Clara e Camila”. Mais tereré num ambiente rural, apreciando o por do sol e ouvindo a sinfonia de passarinhos conversando entre as árvores que emolduram a paisagem vista da casa principal.

Os sons da cidade foram substituídos por uma variedade de pios e trinados enquanto o céu ganhava aquele tom laranja, se avermelhando e, finalmente, deixando a noite abraçar o horizonte, fazendo desaparecer as árvores que criavam o contraste com a circunferência flamejante do astro solar. Não havia ainda a camada de fumaça que “nublaria” Campo Grande quando passei lá no final da viagem.

E voltamos para a mala. Do frio ao calorão, com todos os apetrechos necessários para a aventura. Com direito a compras (poucas, o dólar estava nas alturas) na fase mais “puxada” do frio. Afinal, de roupa de verão o Rio bate um bolão. Nunca ultrapassou o peso máximo do volume admitido pela companhia aérea. Mas, confesso: agora quando fico na dúvida entre uma peça e outra, me baseio no peso. A mais leve será a escolhida.

Assim como com os candidatos (que ainda não defini) nessa eleição. Do mais leve será o meu voto. Por isso, pela minha balança do tempo só tenho uma certeza… #ELENÃO

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Da série “Fronteira oeste do Sul”, do SEM FIM…delcueto.wordpress.com

 

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