Saída educadora

Arpoador 150628 015 Pedra portuguesa preto e branco tampa bueiroSaída educadora

Textofoto de Valéria del Cueto

Bate panela, cuida a canela.

E todo mundo continua falando pra ninguém escutando. Cada qual com seus motivos, sem que nenhum esteja coberto de razão, enquanto a coisa degringola.

E não tem pai nem mãe pra botar ordem no salseiro, pegar a criançada pela orelha e deixar todo mundo de castigo. Cada um num canto da sala com o nariz virado pra parede. De pé e ca-la-do. Não, não pode mais!

Pode mãe de aluno entrar com ação contra professora porque esta pegou o filho daquela ouvindo música no celular na sala de aula e, como assim? Tomou o aparelho do estudante. Ora veja só!

Sorte que o juiz do caso colocou cada um no seu devido lugar ano passado.

Pode professor levando sopapo de aluno viralizado pelas redes sociais.

Podem 11 mil alunos fantasmas nas escolas de Mato Grosso assombrando a SEC com um desempenho pífio no ENEM.

O maior produtor agrícola do país não consegue transformar a ignorância?

Uma escola de Livramento, a 42 quilômetros da capital, logo ali, é a quinquagésima no ranking. De baixo pra cima.

Dizer que é a primeira vez que a unidade educacional participa do exame não é desculpa. Pior é dizer que com o problema detectado ela vai receber atenção especial. Todas nossas escolas precisam de atenção especialíssima.

Para ver se alguma consegue chegar antes do… milésimo quadringentésimo vigésimo oitavo lugar na tabela nacional. Porque hoje, nenhuma!

Todo mundo que mexe com a Educação tem que ser responsabilizado por seus atos e severamente punido por seus “malfeitos” e desvios. Grande, médios ou pequenos. Xilindró pro no povo! Cadeia pra quem é responsável por piorar o que já vai muito mal.

Aliás, punição para quem sai da linha em qualquer direção.

Esse é outro problema. A falta de direção. O trem desgovernou, o bonde passou e o tal VLT não chegou.

Feliz de quem está só com as contas das obras da Copa. Aquelas que fizeram, mais uma vez, do Aeroporto de Cuiabá que fica em Várzea Grande, o pior do Brasil. Pobre Marechal Rondon com seu prezado nome ligado a tanta má fama. Nossa porta de entrada para a Amazônia.

Imaginem que vem depois? O estado com maior número de queimadas do país. Ai meu Batalhão Florestal…

Em Brasília, pede-se encarecidamente que os ministros “deem o exemplo”(?!) enquanto o dólar sobe e os saques da poupança superam os depósitos em meigos 2,453 bilhões de reais em julho. Recorde negativo desde o início da série histórica (e bota histórica nisso) do Banco Central, em 1996. É o sétimo mês seguido de queda. Só esse ano, saíram dos cofres 40,9 bilhões para amenizar os problemas de grana dos poupadores.

Tá bom. Chega de falar de obstáculos. Nada de política, porque aí, o assunto vai longe e é indigesto para quem está querendo começar o fim de semana.

Falta menos de um ano para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. A Cidade Maravilhosa está um caos e temos manifestações para despoluir a Baía de Guanabara. Não para o evento esportivo, mas para o futuro…

Depois, vocês já sabem, vem a conta. Com todos os itens e subitens que tão bem estamos conhecendo. Afinal, mudam as unidades da federação. Já as empreiteiras continuam as mesmas…

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme” do SEM   FIM… 

E3- ILUSTRADO - SABADO 08-08-2015

Edição Enock Cavalcanti

Diagramação Nei Ferraz Melo

 

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