Às armas: calibre, digite e confirme

Leme 141019 019 Bandeira brasileira

Às armas: calibre, digite e confirme

Texto e foto de Valéria del Cueto

Dizer o que, diante dos últimos dias dessa campanha eleitoral? Que virou um Fla-Flu? Um Gre-nal? Ledo engano. Em futebol e nos esportes existem regras e quem não as cumpre é punido exemplarmente.

A realidade aqui é outra. Onde não importam os meios utilizados para ser o dono do campinho por mais 4 anos e perpetuar um projeto de PODER.

Sem qualquer diferença entre o certo e o errado, o justo e o inominável. Onde o que vale são resultados pessoais e não o que vai acontecer com um país inteiro. Nunca a baixaria e a ausência de valores morais foi tão evidente.

A parte boa é que não há mais dissimulações nem enganos.

É assalto mesmo! Coerção, chantagem, adulteração, conchavo e domínio a qualquer preço, sem se esquecer de incluir na conta o bolsa-corruptos, para parlamentares da base e do(s) partido(s) envolvidos.

Não, não foi para isso que no milênio passado uma nação se levantou e sacudiu a poeira de uma ditadura militar.

Mas é dai? Agora pode tudo. As leis estão aí para não serem cumpridas nem respeitadas. Basta colocar um apaniguado como juiz de linha.

Nem com as comprovações possibilitadas pela tecnologia, que claramente mostram as bolas foras, os golpes baixos, as irregularidades e o roubo descarado, é possível fazer valer o que é direito.

Por que cabe a um ex-militante o poder de dar a última palavra.

Não baseada na legislação, nem nas normas vigentes. Mas, sim, no “te devo essa e muitas outras e vamos nos dar bem a qualquer preço”. Incluindo no custo, como já foi mencionado, o suborno declarado, comprovado e embolsado em paraísos fiscais no exterior.

Pobre Brasil, que ainda tem muito que aprender e sempre escolhe o meio mais difícil: o da paulada no lombo. Nada mudou. Ainda somos os mesmos animais dos currais eleitorais e do voto de cabresto.

Apenas um pouco mais ignorantes e, por isso, mais facilmente iludidos, corrompidos por uma esmola-família. Agora, somos todos farinha bolorenta do mesmo saco. Uns levando mais e outros, muito felizes, com seu quinhão do cala-boca federal. Que só é recebido, com uma condição básica: que não se trabalhe, nem produza. Dá para acreditar?

Mas temos lições a apreender dos últimos acontecimentos.

O que vale para eles deve passar a valer para outros também. Não peçam mais que sigamos as leis que eles não seguem. Que sejamos justos como eles não são. Cuidadosos com o bem público, dilapidado de forma irresponsável pela corja dominante.

Amo meu país. E por amá-lo fico estarrecida com o arrasa quarteirão que aí está. Fico pensando em Eduardo Campos, que chamou a nação na chincha, pedindo que não desistíssemos do Brasil.

Não desistimos, em nome dele e do imenso amor que temos por nossa terra.

Por isso, mesmo sabendo que a luta é desigual, desleal e mortal, vamos até o fim. Voto a voto!

Denunciando as sacanagens, expondo o que eles chamam de “mal feitos” – novo nome para o que antigamente chamávamos de CRIMES – que serão perdoados pelos apaniguados e cúmplices do fim das instituições públicas brasileiras.

Como já dizia a canção gaúcha: ”Não podemos se entregar pros hómi de jeito nenhum! Não está morto quem luta e quem peleia.”

Nas urnas e nas ruas, pelo Brasil!

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Fábulas fabulosas”, do SEM   FIM… delcueto.wordpress.com

GRAVATA 

Coerção, chantagens, conchavos e domínio a qualquer preço. Foi para isso que uma nação se levantou, brigou  e sacudiu a poeira de uma ditadura militar?

Diagramação: Nei Ferraz Melo 

ILUSTRADO TER A A S BADO     NOVEMBRO  2009

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