Zombie Walk leva “mortos vivos” para praia de Copacabana

Sombras_ nada mais...Zombie Walk leva “mortos vivos” para praia de Copacabana

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Do Terra. Matéria e fotos no link

“São uns robocops”, arrisca um pedestre estranhando as fantasias do grupo reunido em frente ao Copacabana Palace, em plena tarde do feriado de Finados, no Rio de Janeiro. Errou. São uns poucos zumbis pontuais que se apresentam, ainda sem a maquiagem completa, para participar da primeira Zombie Walk carioca.

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Turistas que chegam ao hotel e visitantes estranham o povo esquisito que começa a se amontoar em baixo das amendoeiras no calçadão. Mas afinal, o que atrai centenas de pessoas para o mormaço que faz no meio da tarde, na praia de Copacabana, vestidos de roupas pretas?

“É um flash mob, um encontro sem motivo especial” opina Renato Silveira, 21 anos, estudantes de desenho industrial na PUC. “Experiências anteriores em passeatas? Só nas estudantis” esclarece, avisando que ainda não está pronto, mas que sua indumentária é de jogador de basebal zumbi. “Com luva, taco e muito sangue.”

Tudo começou numa comunidade do Orkut, que tem 900 membros. “Sei que o nome da organizadora é Gisele Boltman, mas nunca a vi. Pela foto, ela tem cabelo ruivo”, tenta ajudar Luis Felipe Barcellos, 18 anos, freqüentador do espaço cibernético há mais de um ano. “É a primeira vez que fazemos o evento no Rio, mas ele acontece num monte de lugares no mundo. Em São Paulo também é hoje e eles estão no segundo ano.”

O cosplayer zumbi Caio Silveira, 18 anos, explica meio enfadado quem é seu personagem: “É um herói de desenho japonês dos anos 80. Eu não poderia perder esta caminhada. Condiz com a minha personalidade.” Para ele, o melhor filme já feito sobre o assunto se chama Todo Mundo quase Morto ( Shaun of the Dead), de Edgard Wright.

Para fazer as fantasias vale tudo: gazes, ataduras, esmalte vermelho para o sangue e muita roupa rasgada. Entre os grupos que terminam de se arrumar, rola uma tesoura para os retoques finais. Ainda é Caio quem descreve: “Gastei R$ 1,75 para fazer minha produção: comprei uma cartolina preta e outra branca, o resto foi material de consumo lá de casa: fita crepe, durex e papelão”.

“Ai que horror, que nervoso”, reclama Rosa de Oliveira, moradora do bairro vendo um grupo de meninas chegarem banhadas em sangue de anilina. “Pensei que era alguma coisa sobre Zumbi, o líder negro, mas o dia dele é 20 de novembro. Não entendi nada.”

Com uma câmera na mão, Rodrigo Bouilet entrevista os zumbis para um documentário sobre o evento. “Organizo o Phobus, um cineclube na Tijuca só de filmes trash. Tínhamos que registrar.” Para ele, a caminhada é uma forma de celebrar o dia dos mortos com bom humor.

Esta não parece ser a opinião de Sulaiman Sade, morador do bairro. “Acho de profundo mau gosto”, sintetiza. Depois de observar o movimento, que seguiu em direção ao Posto 6, sua impressão muda um pouco, ficando mais tolerante com a garotada que se diverte muito, passeando pela pista da praia interditada aos domingos e feriados fazendo caras e bocas de monstros horrorosos. “Na minha época, quem não conseguia namorado ia para o grupo jovem da igreja. Agora vem para essa coisa. Sinal dos tempos”, conclui resignado.

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