FLIP 2007 – IMPRENSA NACIONAL E ESTRANGEIRA COBRE A FLIP

Paraty N141011 105 Casario correnteIMPRENSA NACIONAL E ESTRANGEIRA COBRE A FLIP

Perdi!” “Perdi!” “Eu também…” Quem ouvisse as exclamações de olhos  fechados poderia supor que se tratasse de um assalto coletivo. Não foi bem isso, mas quase. No horário de fechamento, na sala de imprensa da FLIP, ocupada por dezenas de jornalistas, concentrados em produzir seus textos e enviá-los por computadores e laptops às redações, eis que lá se vai a energia elétrica.

A luz cai, volta, cai de novo. A sequência se repete umas duas ou três vezes.

“Perdi uns dois parágrafos”, diz um. “Eu estava enviando o material”, se desespera outro. O breu não permite identificar os coleguinhas. “Fazer o que?” pergunta uma voz desolada. ” Será que gravou?” Sonha outra, esperançosa. “Vamos beber” a terceira voz define a parada.

Parati está as escuras. A sala de imprensa vai esvaziando. Mais uma ameaça: a luz volta e…cai novamente! Celulares com visores super iluminados tornam-se objetos de primeira necessidade. Experiência em caminhar no escuro no calçamento irregular da cidade passa a ser uma qualidade invejada.

Na medida em que a vista se acostuma a escuridão, vamos notando  que o “breu” não está tão escuro assim. O céu de Paraty, repleto de estrelas ilumina fracamente os contornos do casario colonial.

Nas tendas da FLIP há luz. Ela vem de potentes geradores. Nelas, J.M. Coetzee Prêmio Nobel de Literatura de 2003, lê, em premiere mundial, trechos do seu próximo livro.

Seiscentos jornalistas se credenciaram para a FLIP, representando todos os mais importantes órgãos de comunicação nacionais. Jornais, TVs, revistas, e sites estão marcando cobrindo o evento.

A imprensa mundial também está presente. Da Argentina, El Clarín e La Nación. Do Chile, El Mercúrio. Da Espanha a Rádio Nacional. El Mensageiro do Vaticano. A BBC de Londres e o New York Times dos EUA. O número de correspondentes superou os anos anteriores. Aumenta a cada edição da Festa.

Nesta noite, parte deles dormirá insatisfeita, frustrada pela perda de seu material provocada pela queda de luz. São ossos do ofício.

de Parati, Valéria del Cueto

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