FLIP 2007- Paraty é uma festa com lotação esgotada

Paraty N141011 105 Casario correnteFLIP: PARATI É UMA FESTA, COM LOTAÇÃO ESGOTADA

Agora a coisa complicou. Se nos primeiros dias da FLIP era possível traçar um perfil do público presente em Parati, com a chega do final de semana, não dá mais. O clima é outro.

Nos primeiros dias os espectadores eram predominantemente mulheres, acima dos quarenta. Elegantes, interessantes.  A noite fria de quarta feira, abertura da Festa Literária Internacional de Parati, permitiu um toque de elegância no figurino. Diz a lenda que os maridos que vieram preferiram os passeios esportivos .

No comércio local, todo mundo entra nas lojas, mas segundo os tarimbados lojistas, “compras, apenas na última hora. Eles olham, escolhem e deixam para o último dia”, explica o proprietário da Casa do Artesão, Humberto Souza Lima. No Empório da Cachaça é fácil de explicar por que os compradores só passam lá no dia da volta às cidades de origem “Parati é sinônimo de cachaça, garrafas ficam por último”, afirma Paulo Eduardo Gama Miranda e ensina: “Se comer bem e tormar água com gás, não tem risco de ressaca”.

Nos restaurantes a conversa é outra. Ou melhor, não tem conversa. Tudo cheio. “Igual ao ano passado até mesmo na idade. É um público acima de quarenta, que valoriza a cidade, diz  Case Miranda, do Banana da Terra.

Na sexta começou a metamorfose, parecida com a da barata, exposta na praça central e ironizada por Will Self na mesa em Sobre Macacos e Patos, que participou  na quinta feira com Jim Dodge.

A chegada de uma turma mais jovem com mochilas nas costas anunciou o início da mudança. A noite, um performático poeta arlequim misturava-se as tribos de adeptos do skate e  da capoeira. Elas dividiam o espaço com várias outras tendências, na praça central.

Restaurantes cheios, ruas lotadas. Movimento. Isso para o público em geral. Convidados, vips e imprensa freqüentam os eventos das editoras. Alguns preferem a paz e a tranqüilidade das pousadas.

Na manhã de sábado outros sinais avisavam que ainda havia muito por vir. Alguns saltos agulhas denunciavam a chegada de visitantes  femininas que não tinham intimidade com o calçamento colonial do centro histórico, de pedras irregulares.

No final da tarde, a Ponte Velha que liga a Tenda dos Autores a Praça da Matriz estava engarrafada. Sorte que o por do sol refletido nas águas do rio melhorava a disposição dos passantes.

Veteranos no evento reclamam da logística. Alegam falta de tempo entre os eventos, sugerem uma melhor infra-estrutura para os idosos e também nos restaurantes. “Podiam criar pratos do dia, que saíssem mais rápido. Tudo é muito corrido” observa uma  visitante. “A gente acaba estressada”, diz outra, sentada na rampa que leva a tenda da Matriz.

É muita gente. Nestes momentos as únicas ilhas de quase tranqüilidade estão dentro das tendas. Afinal, nelas há limite de lotação.

de Parati, Valéria del Cueto

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