De camarote

PL021-Bandeira-Cristo

Texto e foto de Valéria del Cueto,  maio 2007

Obs: A foto e uma pra lembrar que o Cristo Redentor está concorrendo na escolha das 7 Maravilhas do Mundo. Vote!!!

É dia de assistir de camarote a rotina (?) da praia do Leme. Um degrauzão me separa do mar. Mais ou menos como o tempo que falta para o PAN do Rio. Lá se foram os três dígitos de espera e com eles informações, planos, soluções, contra-ordens, denuncias, interdições e muitos “ões” e “mentos”.

Todo mundo acompanhando o pré-PAN e vendo (ou participando) dos esforços para “levantar” o empreendimento esportivo das Américas.

Acho tudo muito interessante e quando começo a acreditar que não há mais tempo hábil para executar as inúmeras tarefas necessárias para recebermos as delegações visitantes condignamente lembro que esta é a cidade que, todo ano, coloca suas escolas de samba na avenida e quase acredito na comparação.

Não fosse o meu outro eu para cutucar a onça com vara curta lembrando que o PAN, ao contrário do Carnaval, não tem a LIESA e as escolas de samba para organizarem parte da festa. Quem acompanhar os Jogos poderá contar esta história.

Do meu camarote aqui no Leme pretendo assistir ao vivo algumas provas. Mais especificamente as que ocorrem nas proximidades: as de vela na baia de Guanabara, por exemplo, e as de remo na lagoa Rodrigo de Freitas. Também vou ver a Travessia dos Fortes, que termina justamente aqui no Leme, com saída no Forte Copacabana, no Posto Seis.

Tudo isso para dizer que sou, sim, apaixonada por esportes e comunicar que, no que depender da minha energia positiva, o PAN será uma grande competição esportiva. Não pense que isso é uma febre provocada pelo início da fase dos dois dígitos de antecedência.

O que dispara esta faceta atlética (mesmo que apenas como observadora) é o Campeonato Mundial de Natação que acontece meses antes de cada PAN. Este último foi em Melbourne, na Autrália. Quando, zapeando na TV a cabo (é isso mesmo…) caí no primeiro dias das eliminatórias, sabia que estava enredada. Se me rendo aos Pans e Mundiais de tantas cidades do mundo anteriormente, por que não ao da minha cidade?

Maravilhosa? Tudo bem, (quer dizer, mal) violenta, problemática, indecifrável para muitos… MARAVILHOSA.

Somos portanto, privilegiados. Eu que poderei testemunhar um pouco das provas esportivas ao vivo e narrá-las nos artigos e nós que veremos (pela TV) um grande espetáculo unindo o que tentam, insistentemente, desunir. Todos em torno de um único e edificante objetivo: o esporte.

Voltando à Ponta e a minha situação geográfica, não vou deixar de comparar os próximos quase três meses ao degrau natural que me separa do mar aqui na praia. A primeira questão é descê-lo sem maiores tropeços. A segunda, e aí é que mora o perigo, é descobrir qual será a temperatura da água deste oceano inconstante no qual é inevitável mergulhar…

Ps: Quer comentar o artigo? Mande um email para delcueto.cia@gmail.com

Valeria del Cueto e jornalista e cineasta
Este artigo faz parte da Serie “Ponta do Leme”

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