CATAGUASES, FESTIVAL CINEPORT E CONFRARIA DE CINEMA

photo-50000LCONFRARIA DE CINEMA

Quem preside é Paulo Saraceni que no final de semana juntou um “povo de cinema” para fundá-la. Um de seus objetivos é selecionar as obras audiovisuais brasileiras (cinematográficas e digitais) que participarão do “1.CINEPORT – Festival de Cinema de Paí­ses de Lí­ngua Portuguesa”, em abril de 2005, adivinhem onde? Em Cataguases, Minas Gerais, terra de Humberto Mauro, aquele que cercado de rios e cachoeiras formando cenários deslumbrantes dizia que cinema era cachoeira… E fazia cinema nas cachoeiras.
O CINEPORT
Pois será lá que estarão reunidas obras cinematográficas de paises da Comunidade dos Paí­ses de Lingua Portuguesa, a CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bisau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Principe e Timor Leste, concorrendo aos prêmios Andorinha e Andorinha Digital e aplaudindo as personalidades que receberão o prêmio Humberto Mauro, pela contribuição ao desenvolvimento das cinematografias dos paí­ses envolvidos no festival.

Um detalhe: as obras serão apresentadas com legendas… em português, para facilitar a compreensão dos dialetos da língua espalhados pelos continentes.

O FIM DE SEMANA
A reunião foi eclética. Quando Dona Lúcia, mãe de Glauber Rocha se indagava qual a sua profissão cinematográfica, um outro quase confrade, que também preenchia a mesma ficha soprou: “ɉ fácil. Põe aí­: mãe do cinema nacional”. Dona Lúcia ficou com a função de diretora de arte. O ministro do Turismo, Valfrido Mare sGuias, foi categórico ao afirmar que “Cataguases era a mais diferentes das cidades mineiras”, pelos traços modernistas que se espalham por todo o espaço urbano.
Nelson Pereira, empunhando uma câmera digital registrava a sessão de criação da confraria, patrocinada pela Fundação Ormeu Junqueira Botelho, brincado de cineasta e José de Abreu se apossou da câmera do fotógrafo oficial do evento e disparou seus flashes no jantar de encerramento, no Hotel Cataguases.

DIVERSÃO E CULTURA
E se era para preparar o espí­rito dos confrades, a programação não poderia ter sido mais inspiradora: as exposições “Humberto Mauro – A última sequência” com fotos de Walter Carvalho, no Centro Cultural que homenageia o mestre, e “Carmen Santos 100 Anos”, no charmoso Museu Chácara Dona Catarina e os respectivos lançamentos de livros, os espetáculos de dança “Parafernália”, da Cia Cos’e? Teatro e Dança e Hipocampelafantocamelo e Brasilianas, além de shows e apresentação de curtas e DVD foram a preparação para o destaque do final de semana: um piquenique numa cachoeira, com direito a mesinhas decoradas pelos artesãos locais com toalhas de chitão colorido, um grupo excepcional de chorinho, uma exposição de artesanato, um almoço delicioso e um banho de cachoeira definitivo e indispensável.

ORGANIZAÇÃO
ɉ claro que, sabemos, fomos “cobaias” do festival do ano que vem. Confesso que cobaias felizes. A organização do evento, idealizado por Mônica Botelho e e organizado por Henrique Frade e uma grande equipe, soube destacar o que Cataguases tem de melhor: uma vocação para bem receber que da a sensação de que todos, ali presentes, eram muito bem vindos e que, daqui a pouquinho, estarí­amos sendo convidados para voltar a visitar o lugar.
Oba!

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