A LUTA E A GLÓRIA

A Copa do Mundo ainda não acabou, quando escrevo este artigo. E o faço para traçar uma comparação entre métodos e resultados. Me baseio na campanha de um vizinho nosso, que deixou a competição nas oitavas de final, mas deixou sua marca na história desta competição.

Afinal, quem o Paraguai pensa ser, para ousar entrar em campo contra a anfitriã, e calar o estádio, repleto de torcedores, que certamente não estavam ali para aplaudir as qualidades da equipe sul americana?

Mal sabiam eles que em campo, peitando os 11 jogadores franceses, a tradição de uma equipe campeã do mundo e mais a torcida, seu décimo segundo jogador, estavam unidas duas personalidades do futebol sul americano que foram à Copa, para fazer história: o ex-jogador e técnico Paulo César Carpegiani e o atleta Chilaverti.

Um comandava fora do campo, o outro, simbolizava na sua posição de guardião e última chance de alcançar o resultado sonhado pelo time paraguaio, a imagem da responsabilidade que pesava sobre seus ombros: vencer, ou perder.

E que não se pense que, tanto um como o outro, não tinham noção do que se propuseram a fazer. Sempre souberam o que significava desafiar os poderosos e numerosos franceses. O Paraguai foi uma ilha, um pedaço de coragem cercado por todos os lados.

Foi esta coragem, que surpreendeu o time francês e, diversas vezes, calou a torcida que numa certa altura do jogo, soava ao fundo da transmissão, como uma onda de murmúrios, exclamações, gritos e reações, mais forte e eficiente que qualquer narrativa feita pelos comentaristas encarregados da transmissão da partida. A reação das arquibancadas, mostrou que no esporte, não importa a língua, nem a geografia. Ou alguém precisava saber o idioma entender o francês, para compreender o que se passava no estádio?

Pois se coloquem no lugar dos paraguaios, e imaginem o esforço feito por eles para não sucumbirem, diante de toda aquela força. Anos atrás, perguntei a um amigo que jogava pelo Flamengo, e foi campeão mundial em 81, na equipe comandada pelo técnico do Paraguai, Paulo César Carpeggiani, se dava para ouvir a torcida e qual o efeito que ela fazia nos nervos dos jogadores durante uma partida. Ele me disse, que era como se cada um dos torcedores, que gritavam impulsionando ou vaiando o time, estivessem falando dentro do ouvido dele, só com ele.

Que trabalho teve o técnico da equipe paraguaia para não deixar que seus homens sucumbissem! Que tipo de motivação leva uma equipe a tal superação?

Imaginem o que foi ser o último homem da equipe paraguaia nos 113 minutos em que os representantes sul americanos resistiram a pressão francesa.

Mas só imaginem…

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